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domingo, 12 de dezembro de 2010
É só um tempo
Uma pessoa não deixa de ser ela mesma
Nem por um segundo
Todos os atos são uma variação do ser
O ser completo em suas múltiplas faces
O ser completo em suas essências
Um único ser
Dentro de outros vários
Ama-se chorando
Não se foge de quem é
A dor consome, mas alimenta
A felicidade distrai, mas não sustenta
As torres do nosso castelo
A gente constrói ao longo do sofrer
Quanto mais intenso
Mais seguras.
A gente foge
A gente corre
É por aí
Mas é tudo um ciclo
Não tem como fugir
São apenas voltas
Pra lá e pra cá
Pra cá e pra lá
E sempre de volta ao mesmo lugar
Não há vergonha por chorar
Lágrimas são apenas traduções
Sentimentos que procuram uma saída
Expressão
A dor se alivia
O choro enfraquece
E o corpo descansa
Mas a mente apenas dá um tempo
Apenas um tempo
Um tempo
Tudo o que é necessário
Um tempo
Vai passar...
Sempre há uma primeira vez
O primeiro corte nunca cicatriza
Até que a gente sofra algum outro
Por cima
Só o amor supera o amor
Nada é maior do que o infinito
Que não o próprio infinito
Sofrer faz parte de amar
Não haveria branco se não existisse o preto
Pra quê calor quando não se sente frio?
O tempo leva
Pra depois trazer de volta
O tempo cura
Vai passar...
Mas depois volta
Depois volta.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Amemos!
Amemos! E não apenas isso. Apaixonemo-nos, entreguemo-nos! Devemos amar acreditando que só nós somos capazes de amar, que ninguém nunca amou tanto e ninguém nunca amará assim depois de nós. Só o amor é capaz de unir seres vivos de forma que se completem e se satisfaçam, pois somete ele os une pelo que há de mais profundo em cada um. Não devemos viver, mas sim, antes de tudo, amar, e viver apenas acidentalmente.
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